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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não há descanso...

Não há descanso, não há
Para nós, simples mortais
Desde o preço da gasolina
Ao preço dos vegetais

Vira o disco e toca o mesmo.
Tudo sobe, tudo aumenta
E equilibrar o ordenado
É uma verdadeira tormenta

Só quem vive neste país
É que vos pode dizer
A desgraça que para aqui vai
E o que há para fazer

Os optimistas dizem
Que pior, podia ser
Podíamos não ter liberdade
De racionamento viver
Ter dirigente senil
E o povo estar a sofrer

Mas quando é que esta gente
Entende de uma vez
Que o direito ao voto
É a melhor coisa que se fez

Teimam em não ir votar
Em ir de férias, sem pensar
Em ir para o campo ou para o mar
Sem se quer se importar
Em quem colocam no lugar
Que depois nos vai governar

E assim vai o mundo de hoje
Nas vis minorias, o poder
E o desgraçado do povo
Toda uma vida a perder!


Sofia Mendes...
04/01/2011

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